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	<title>Peixe Fresco - Mídias Sociais &#187; nuvem</title>
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	<description>Debatendo para tentar explicar e descobrir o que é a tal das mídias sociais</description>
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		<title>O quanto você quer viver na nuvem?</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 18:29:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo van Kampen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Disney - Dumbo the Flying Elephant (Explored) por Joe Penniston, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/expressmonorail/3038125365/"><img class="size-full alignleft" src="http://peixefresco.net/wp-content/uploads/2009/09/dumbo.jpg" alt="Disney - Dumbo the Flying Elephant (Explored)" width="300" height="200" /></a> Não sei quem foi o primeiro a definir o conceito, mas chamamos de aplicativos que rodam &#8220;na nuvem&#8221; os aplicativos que não estão no nosso computador, mas rodam diretamente da web, como por exemplo e-mails, jogos, e aplicativos. Há até quem diga que hoje se pode usar praticamente todos os tipos de programas se você tiver um navegador e uma conexão. Quer um exemplo? A impressionante suíte <a id="f3qs" title="Aviary" href="http://aviary.com/">Aviary</a>, com editores de imagem quase tão poderosos quanto o photoshop.</p>
<p>A questão é: Até que ponto é interessante manter os seus programas, arquivos e dados na nuvem, ou seja, na web?<br />
<span id="more-234"></span></p>
<p>A discussão não é nova, mas só passei a pensar seriamente a respeito depois do que aconteceu com o blog de guerrilha: teve ser <a id="k8-q" title="perfil no flickr apagado" href="http://www.blogdeguerrilha.com.br/2009/07/03/voce-tem-conta-no-yahoo-cuidado/">perfil no flickr apagado</a>, com todas as fotos. É o tipo de coisa que acontece com os outros, nunca comigo.</p>
<p>A questão neste caso não é os termos de uso. Lendo com cuidado, você assina um serviço gratuito sem garantia nenhuma, concordando em ver alguns anunciozinhos aqui e ali. Bastante justo! Isto é, até você esquecer dos termos de uso e contar com o serviço sempre ali.</p>
<p>Sem apontar dedos, e sem entrar na questão de decisões arbitrárias, erros acontecem em todo lugar, às vezes até causado por ataques de hackers. E não há muito o que se possa fazer sobre isso.</p>
<h3>Por que usamos um serviço sem garantias?</h3>
<p>Porque é absurdamente conveniente. Acessar seus e-mails em qualquer lugar, guardar arquivos facilmente, compartilhar as suas fotos com o mundo, trocar mensagens, vídeos e salvar backups. Tudo isso sem precisar de qualquer conhecimento técnico e sem desembolsar um tostão. Escrevo este texto no Google Docs, porque é provável que precise acessar mais tarde de outro computador. Quer facilidade maior?</p>
<p>Mas não apenas por isso. Também por <strong>aquela coisinha social</strong> que temos como humanos. Não queremos apenas mostrar as fotos, mas comentar, ler comentários, e criar comunidades. Não basta escrever textos, precisamos incluir vídeos, apresentações e todo o tipo de material brilhante nele. <span style="text-decoration: line-through;">A gente não quer só comida, a gente quer comer e quer fazer amor</span>.</p>
<h3>Backup! Backup! Backup!</h3>
<p><a id="qonc" title="Neste post do Lifehacker" href="http://lifehacker.com/5335553/free-tools-to-back-up-your-online-accounts">Neste post do Lifehacker</a> há explicações e programas para backup do Gmail, Flickr, Google Docs, Twitter, Facebook e Blogs. Mesmo que não seja possível salvar tudo integralmente, é bom manter uma cópia de pelo menos parte do material.</p>
<p>O problema não é o material. Como citou o Gfortes do <a id="dlou" title="Blog de Guerrilha" href="http://www.blogdeguerrilha.com.br/2009/07/03/voce-tem-conta-no-yahoo-cuidado/">Blog de Guerrilha</a>:</p>
<blockquote><p>Você pode dizer que faz backup de tudo. Menos mau. Mas você jamais recuperará comentários em suas fotos e os que você fez nas fotos dos outros, histórico, notas etc.</p></blockquote>
<p>A graça das redes sociais é justamente isso, a parte social. E esse relacionamento é extremamente influenciado pelo meio, pela dinâmica do site. Basta ver a grande diferença nas comunidades do Flickr e do Picasa, por exemplo, ou do Orkut e Facebook. Quando você perde o acesso ao seu painel de controle, você perde o acesso a meses, às vezes anos de relacionamento.</p>
<h3>O problema é ficar trancado do lado de fora</h3>
<p>&#8220;Mas o armazenamento em cluster feito pelo Google, em servidores espalhados ao redor do mundo, com sete cópias de cada dado, é muito mais difícil de dar problema do que o meu pequeno HD&#8221;, diria o <a href="http://techbits.com.br/2009/a-questao-da-nuvem-e-o-gmail/">Fugita</a>, do Techbits.</p>
<p>Isso é verdade. Os grandes servidores têm sistemas de backup e armazenagem bastante complexos e seguros. Uma verdadeira fortaleza. O problema é ficar preso do lado de fora. Às vezes por falha humana, às vezes um software o interpreta erroneamente como spammer, às vezes você pega um vírus que utiliza essas contas para bagunçar a rede de todo mundo e você é expulso. Ninguém está completamente seguro com seus dados.</p>
<p>Não adianta nadar contra a maré, a tendência é que cada vez mais nossos dados, arquivos e softwares estejam todos online. Nossos computadores, laptops e handhelds serão apenas dispositivos de conexão com este mundo, uma simples interface. Prova disso é o possível investimento da <a id="cvf2" title="Apple em megaservidores" href="http://www.dailytech.com/Apple+to+Build+1B+Server+Farm+in+North+Carolina/article15611.htm">Apple em megaservidores</a> e o futuro lançamento do <a id="rtv_" title="Chrome OS" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Google_Chrome_OS">Chrome OS</a>, do Google.</p>
<p>Já um conceito bastante interessante um pouco na contramão dos outros é o do <a id="uctt" title="Opera Unite" href="http://unite.opera.com/">Opera Unite</a>: transformar o navegador e os computadores dos usuários em pequenos servidores. Assim, o compartilhamento de informações e arquivos não dependeria mais de grandes centrais, funcionando pela própria rede.</p>
<h3>Oh! E agora quem poderá nos defender?</h3>
<p><span style="text-decoration: line-through;">Eeeeeeeeeeeeuu! O Chapolin Colorado!</span> Além dos backups, você pode trabalhar com a idéia de <strong>canal-eixo</strong>, que é o ponto central da campanha, ou da sua personalidade online. Pode ser um blog, um site, ou uma rede social. O canal-eixo é o lar da sua personalidade web. É onde agrega sua presença online. Para que serve? Para linkar todos os seus sites, perfis e presenças na web.</p>
<p>No meu caso, o meu canal-eixo é tanto este blog quanto um <a id="nohx" title="mini-portfolio" href="http://rodrigo.vankampen.com.br/">mini-portfolio</a> online que linka as principais redes que eu participo. Quando você tem um canal-eixo forte, bem amarrado com seus outros sites e perfis, a partir do momento que um deles cai, você tem onde avisar e linkar para o novo canal. Os interessados no conteúdo acabam reencontrando o caminho, mesmo que parte da audiência se perca no processo.</p>
<p>Portanto, o ideal é que o seu canal-eixo esteja em um <strong>servidor pago</strong>, com domínio próprio e  com uma cópia no seu computador. Mesmo se o servidor morrer, você consegue outro para subir de novo rapidinho.</p>
<p>Redes Sociais e servidores na nuvem são práticos, convenientes, e facilitam a conversação, branding, relacionamento, a vida, o universo e tudo mais. Mas para não ficar de mãos abanando quando qualquer um destes te abandona, nada melhor que um bom backup e um canal-eixo confiável!</p>
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