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	<title>Peixe Fresco - Mídias Sociais &#187; Jornalismo</title>
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	<description>Debatendo para tentar explicar e descobrir o que é a tal das mídias sociais</description>
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		<title>Links de Quinta #07</title>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 20:47:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo van Kampen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Links de Quinta]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
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		<category><![CDATA[Bom exemplo]]></category>
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		<description><![CDATA[ A faculdade têm me tomado bastante tempo, o que explica, mas não justifica, a minha ausência. Mas trago boas novas: meu trabalho de conclusão de curso, cuja entrega do pré-projeto foi hoje, será uma abordagem das metodologias e técnicas que as agências de comunicação brasileiras utilizam para entrar em contato com blogueiros e comunidades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px 10px 10px 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="200" alt="Papel do Jornalista, por John Hiler" src="http://peixefresco.net/wp-content/uploads/2008/00/LinksdeQuinta07_F7F7/ciclyejousnalismo.jpg" width="300" align="left" border="0"> A faculdade têm me tomado bastante tempo, o que explica, mas não justifica, a minha ausência. Mas trago boas novas: meu trabalho de conclusão de curso, cuja entrega do pré-projeto foi hoje, será <strong>uma abordagem das metodologias e técnicas que as agências de comunicação brasileiras utilizam </strong>para entrar em contato com blogueiros e comunidades virtuais, com o objetivo de tentar encontrar &#8220;melhores práticas&#8221;.</p>
<p><strong>O que significa que vou estar estudando e publicando as constatações por aqui durante os próximos meses.</strong> </p>
<p>Vamos aos links!</p>
<p><span id="more-40"></span><br />
 <img style="margin: 0px 2px 0px 0px" src="http://peixefresco.net/wp-content/uploads/2008/00/peixinho.gif"><a title="" href="http://herdeirodocaos.wordpress.com/2008/05/07/qual-o-lugar-do-jornalismo-na-nova-configuracao-do-campo-jornalistico/">Qual o lugar do jornalismo na nova configuração do campo jornalístico?</a> &#8211; Um diagrama linkado pelo Herdeiro do Caos, sobre <strong>o papel do jornalista no admirável mundo novo</strong>. O que é muito interessante de se considerar é que os diagramas estão cada vez menos parecidos com esquemas técnicos telefônicos de EMISSOR / RUÍDO / MEIO / RECEPTOR, e se aproximando aos diagramas dos livros de biologia do ensino fundamental, de ciclos. (do nitrogênio, da água, da esquistossomose). <br />(Crédito: O diagrama foi construído por <a href="http://www.microcontentnews.com/articles/blogosphere.htm">John Hiler</a>)
<p><img style="margin: 0px 2px 0px 0px" src="http://peixefresco.net/wp-content/uploads/2008/00/peixinho.gif"><a title="" href="http://xblog.xpressonline.com.br/?p=103">O Papa é Pop</a> &#8211; O artigo do XBlog fala de um assunto que considerei bastante curioso: <strong>a Igreja Católica agora começa a olhar para as novas tecnologias como uma forma de atrair o público jovem: o Papa enviará mensagens SMS </strong>(mensagens de celular) para católicos participantes de um evento em julho. Resultados de lado, cabe uma consideração: se até a Igreja, geralmente mais conservadora e tradicional, está buscando novas formas de comunicação, por quê tantas empresas brasileiras ainda acham que é só colocar um Outdoor olhando para a avenida que o marketing está resolvido? </p>
<p><img style="margin: 0px 2px 0px 0px" src="http://peixefresco.net/wp-content/uploads/2008/00/peixinho.gif"><a title="" href="http://www.chrisbrogan.com/example-of-a-great-pr-pitch/">Example of a Great PR Pitch</a> &#8211; Esse post do Chris Brogan é <strong>obrigatório a todos os assessores! </strong>Ele conta sobre um &#8220;release&#8221; que recebeu por e-mail, cujo formato gostou bastante. Não há nenhuma reinvenção da roda, só uma tentativa de<strong> estabelecer uma relação e não de empurrar produto</strong>. </p>
<blockquote><p>Funny and disarming, and also very very very human.</p>
</blockquote>
<p><img style="margin: 0px 2px 0px 0px" src="http://peixefresco.net/wp-content/uploads/2008/00/peixinho.gif"><a title="" href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/05/24/site-da-southwest-airlines-um-case-de-midia-social-corporativa/">[Bom Exemplo] Um case de mídia social corporativa</a> &#8211; Pensei em escrever um post &#8220;bom exemplo&#8221;, mas não faz sentido se o conteúdo já está muito bem exposto no Webinsider por Juliano Spyer. <strong>Trata-de do site corporativo da Southwest Airlines, que aliás, é um ótimo exemplo</strong>&nbsp; do uso da web2.0 em proveito da empresa e dos usuários! </p>
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		<title>Jornalismo interativo: links n&#227;o bastam</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 05:30:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo van Kampen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[ciranda de textos]]></category>
		<category><![CDATA[interatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[  Este texto é uma das várias reflexões possíveis sobre Jornalismo e Interatividade, que está participando da 3ª Ciranda de Textos, edição esta hospedada no Mil Idéias e Ideais de Todos.
Quando se iniciaram as discussões a respeito da TV digital, interatividade era a palavra de ordem. Enquanto na maioria das pessoas uma fabulosa imagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img src="http://peixefresco.net/wp-content/uploads/2008/00/c661f573eca1_157C/ciranda.jpg" style="border: 0px none ; margin: 0px 0px 0px 10px" alt="ciranda" align="right" border="0" height="77" width="100" /> <a href="http://www.sxc.hu/photo/752503"><img src="http://peixefresco.net/wp-content/uploads/2008/00/c661f573eca1_157C/placas.jpg" style="border: 0px none ; margin: 0px 10px 10px 0px" alt="Traffic Sign 18, por Lars Sundström (sxc.hu)" align="left" border="0" height="201" width="300" /></a> Este texto é uma das várias reflexões possíveis sobre Jornalismo e Interatividade, que está participando da </em><a href="http://ideiasdetodos.blogspot.com/2008/03/3-ciranda-de-textos-ser-dia-28-de-maro.html"><em>3ª Ciranda de Textos</em></a><em>, edição esta hospedada no </em><a href="http://ideiasdetodos.blogspot.com/"><em>Mil Idéias e Ideais de Todos</em></a><em>.</em></p>
<p>Quando se iniciaram as discussões a respeito da TV digital,<strong> interatividade era a palavra de ordem</strong>. Enquanto na maioria das pessoas uma fabulosa imagem de &#8220;você decide&#8221; pelo controle remoto se formava, eu lia a respeito das maravilhas da nova tecnologia: o consumidor poderia comprar elementos do cenário da programação sem se levantar da poltrona.</p>
<p>No entanto,<strong> interatividade não se restringe em fornecer ao nosso telespectador a opção do sim ou não</strong>. Mas permitir o talvez, o provavelmente, e todas as outras hipóteses, ou seja, expandir o conceito retirado de um programa criado em 1992 e trazê-lo para os contemporâneos tempos do 2.0.</p>
<p><span id="more-32"></span></p>
<p>Um bom exemplo do &#8220;enxergar além&#8221; retratado aqui é um modelo de <a href="http://msoma.wordpress.com/2008/03/06/social-medis-news-release-esse-e-o-futuro/">release para a mídia social</a>, que não só apresenta o conteúdo ao jornalista, mas também <strong>oferece a ele todos os subsídios para abordar diversos enfoques na matéria</strong>, como por exemplo links dinâmicos, utilizando as ferramentas da web 2.0 para apresentar tudo o que já foi publicado sobre o assunto. Também abrange como ela está sendo discutido nos blogs, fóruns e comunidades virtuais, ou seja, permite que um determinado assunto ganhe asas, braços e pernas, permitindo assim que o jornalista produza conteúdo interativo.</p>
<p>Que por sua vez significa passar o mesmo conceito do release citado para a matéria, para que o leitor também entre em contato com uma variada gama de enfoques sobre determinado assunto, ou seja, ao ler a matéria,<strong> cabe ao leitor escolher quais nuances lhe interessam e lhe são mais úteis.</strong></p>
<p>Para o jornalismo interativo, <strong>o </strong><a href="http://publishing2.com/2008/03/11/digital-transition-from-redundant-news-coverage-to-original-link-journalism/"><strong>jornalismo de links</strong></a><strong> não basta</strong>. É preciso ampliar ao máximo possível o leque de possibilidades. Por exemplo, ao ler um determinado fato, se o leitor deseja saber como aquilo se aplica à economia local ou ao seu bolso, ele terá meios. Também obrigatoriamente deve ser capaz de tecer comentários, corrigir eventuais erros e ampliar a discussão apresentada.</p>
<p>Por fim, a interatividade do leitor com o texto só estará completo<strong> se ele puder passar também a ser autor</strong>, produzindo uma nova abordagem, infográficos para o texto, estendendo determinada ponta do assunto ou então reproduzindo aquele conteúdo.</p>
<p>Em um mundo ideal, uma matéria interativa seria construída por diversas abordagens completas sobre um mesmo assunto, arranjadas de alguma forma que o leitor tivesse contato com o núcleo central e a partir dele direcionasse a sua leitura para a desejada, <strong>co-produzindo o texto.</strong> Uma matéria assim só seria satisfatória com muitas pessoas trabalhando sobre a mesma pauta, cada uma com a sua visão diferente.</p>
<p>O que é impossível em qualquer empresa jornalística torna-se relativamente simples na web colaborativa, ao passo que as muitas pessoas produzindo conteúdo sobre a mesma pauta não precisam estar agregadas sob a bandeira da empresa. Nesse contexto surge então bastante forte a figura do mediador, defendida pela jornalista especializada em conteúdo colaborativo <a href="http://anabrambilla.com/blog/">Ana Brambilla</a>.</p>
<p><strong>O papel do mediador, um jornalista, seria o de filtrar o bom conteúdo dessa malha de colaboradores,</strong> além de apurar a veracidade dos fatos e produzir a matéria inicial a qual o leitor terá contato, ou seja, criar um bom ponto de partida para que o leitor não fique sem os principais conceitos e implicações do que está lendo antes de escolher o seu enfoque.</p>
<p>Ou seja, uma diferença entre o jornalismo interativo e o jornalismo colaborativo do &#8216;cidadão repórter&#8217;, seria que a criação da reportagem interativa seria construída pelo jornalista, com diversos encaminhamentos dados pelos colaboradores. Como as possibilidades de uma pauta são infinitas, uma boa matéria interativa iria crescendo cada vez mais com o passar do tempo.</p>
<p>Ainda neste contexto, o papel das assessorias de imprensa nesta visão de jornalismo interativo é a de fornecer a &#8216;versão oficial&#8217; dos fatos pela empresa, além de fornecer subsídios ao jornalista que produzirá a matéria. Ela volta então a ser mais uma fonte, e não a maior produtora da notícia.</p>
<p><strong>Ou seja, trabalhar a interatividade no jornalismo é ser capaz de propiciar ao público uma visão de todo de determinado assunto, mas não bastar-se a isso, permitindo que a partir de uma mesma pauta, cada leitor possa escolher o encaminhamento que mais lhe interessa, participando da sua composição.</strong></p>
<p><em>Apesar de eu geralmente ser bastante pragmático, a reflexão que apresento aqui é ideal,  tenho minhas dúvidas que pode ser aplicada ou funcionar na prática. Mas é um exercício válido para refletirmos qual a distância do nosso trabalho real para aquele que imaginamos ser o ideal. </em></p>
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		<title>[Entrevista] Aula de assessoria</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 03:44:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo van Kampen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Assesoria de imprensa]]></category>
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		<description><![CDATA[Eduardo Vasques é o que eu como assessor poderia chamar de &#8220;o outro lado da moeda&#8221;.&#160; Jornalista há nove anos no mercado, é editor da revista B2B magazine, e criador do blog Pérolas das Assessorias, no qual publica as verdadeiras pérolas enviadas pelas assessorias de imprensa à editora que trabalha. Sua intenção nunca foi a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 0px 10px 5px 0px; border-right-width: 0px" height="200" alt="eduardo_vasques" src="http://peixefresco.net/wp-content/uploads/2008/00/69eebfcc2691_D0A1/eduardo_vasques.jpg" width="300" align="left" border="0">Eduardo Vasques</strong> é o que eu como assessor poderia chamar de &#8220;o outro lado da moeda&#8221;.&nbsp; Jornalista há nove anos no mercado, é editor da revista <a title="" href="http://www.b2bmagazine.com.br/web/home.asp">B2B magazine</a>, e criador do blog <a href="http://perolasdasassessorias.wordpress.com/">Pérolas das Assessorias</a>, no qual publica as verdadeiras pérolas enviadas pelas assessorias de imprensa à editora que trabalha. Sua intenção nunca foi a de denegrir a imagem das assessorias, tanto que os nomes são sempre ocultos, mas bater um papo sobre o assunto com assessores e jornalistas. Nesta entrevista ele falou sobre assessoria de imprensa, seus erros e acertos mais comuns, sobre jornalismo, e também um pouco sobre o mundo corporativo na web.<br />
<h4>Melhores momentos:</h4>
<blockquote><p>Até porque, a maioria dos assessores de imprensa não sabem vender pauta. Pauta para eles, hoje, é somente o que o cliente faz e não a participação do cliente num contexto maior. </p>
</blockquote>
<blockquote><p>Costumo brincar que as pessoas e empresas só vão levar realmente a sério o trabalho de comunicação quando você disser que é assessor de imprensa e as pessoas assimilarem rapidamente sem questionamentos, assim como é com médicos, advogados, contadores. </p>
</blockquote>
<blockquote><p>Já vi matéria comprada em revista de circulação nacional e, perdoem-me os jornalistas colegas, todo mundo faz o que patrão quer atualmente. O mercado não está fácil pra ninguém e o jornalista vai acatar a ordem porque precisa sobreviver. A visão de jornalismo romântico acabou, ou faz ou está na rua.</p>
</blockquote>
<p><span id="more-28"></span></p>
<h4>A entrevista</h4>
<p><b>Peixe Fresco: Como jornalista, como você vê o trabalho do assessor de imprensa?</b>
<p><strong>Eduardo Vasques: </strong>Apesar da visão romântica que muitos jornalistas ainda têm, está cada vez mais difícil exercer a profissão sem contar com o apoio e trabalho dos assessores de imprensa. Muitos colegas acreditam que ser assessor de imprensa é atrapalhar o trabalho de reportagem, que os assessores trabalham muito menos, são folgados. Discordo totalmente desse ponto de vista. Tenho muitos amigos assessores que trabalham tanto quanto ou mais até do que eu. É uma profissão complicada, cheia de percalços e exige cada vez mais qualificação e jogo de cintura para lidar com clientes.
<p><b>PF: Para você, quais são os erros mais comuns dos assessores?</b>
<p><strong>Eduardo:</strong> Sei que a maior parte dos erros ocorre pela pressão exercida não só pelos jornalistas, mas pelos clientes, gerentes de contas, donos das assessorias. Creio que as agências ainda insistem em algo extremamente defasado hoje que é o follow up. Poucos jornalistas de redação têm paciência para isso. Geralmente é o que chamamos de follow burro, para perguntar se recebemos ou não release e se vamos usar, e isso nos faz perder muito tempo sem produtividade. Hoje ele é desnecessário e, dependendo do caso, pode mais prejudicar do que ajudar na divulgação. Se me interessar eu vou procurá-lo.
<p><b>PF: </b><b>E quanto ao release, o que você considera mais certo? O texto &#8220;pronto para publicar&#8221;, ou apanhado de informações, fontes e dados organizados? </b>
<p><strong>Eduardo:</strong> Depende da destinação dele. Se for para o online, pode ajudar bastante. E não adianta falar que veículo não copia e cola release de assessor. Vejo até mesmo grandes veículos de comunicação fazendo isso no online. Mas se for uma sugestão de pauta bacana, vale mais o release com informações&#8230; Até porque, a maioria dos assessores de imprensa não sabem vender pauta.
<p>Pauta para eles, hoje, é somente o que o cliente faz e não a participação do cliente num contexto maior. Por exemplo, em vez de me ligar para oferecer uma ação de sustentabilidade do seu cliente, ele podia me ligar para oferecer uma pauta que aborda a real visão de sustentabilidade, que na prática ainda inexiste, que há uma confusão entre sustentabilidade e responsabilidade social, etc, aí ele encaixa o cliente na matéria.
<p><b>PF: </b><b>Muitas vezes temos problemas com clientes que não gostam de &#8220;aparecer na pauta&#8221;, querem ser a pauta. </b>
<p><strong>Eduardo:</strong> Então, isso é falta de conhecimento do mercado, as agências não conseguem educá-lo. Cada uma faz a sua parte e o resto é resto. Eu acho que até publiquei no pérolas uma história ótima que o cliente de uma assessoria abriu o word, escreveu as perguntas, as respostas, colou umas fotos e mandou para o assessor com o seguinte recado: &#8220;pronto, agora você pode mandar para as páginas amarelas da veja&#8221;.
<p>Costumo brincar que as pessoas e empresas só vão levar realmente a sério o trabalho de comunicação quando você disser que é assessor de imprensa e as pessoas assimilarem rapidamente sem questionamentos, assim como é com médicos, advogados, contadores.
<p><b>PF: </b><strong>Vamos pular para o online agora. O que o motivou a abrir o </strong><a href="http://perolasdasassessorias.wordpress.com/"><strong>Pérolas das Assessorias</strong></a><strong>? </strong>
<p><strong>Eduardo:</strong> No fundo foi uma brincadeira aqui da redação, tinha uma repórter minha com quem eu sempre me divertia por conta de releases mal escritos, situações bizarras. Comecei a guardar esse material numa pasta e num dia mais tranqüilo criei o blog e comecei a publicar. Depois de um tempo, percebi que poderia ser uma ferramenta bacana para trocar idéias com o pessoal das agências, a partir dos comentários.
<p><b>PF: </b><b>Recentemente você escreveu &#8220;A conversa é sempre bacana, agradável, gera muitas idéias, mas quantos clientes realmente estão comprando esses conceitos de redes sociais?&#8221; Você acha que é hora do mundo corporativo aparecer na internet?</b>
<p><strong>Eduardo:</strong> Já estão perdendo tempo em não aparecer. A maior parte dos executivos ainda prefere ver seu desenho de pena na Gazeta Mercantil a uma bela matéria publicada em um online segmentado e respeitado no mercado em que ele atua. Os próprios executivos/fontes não dão a menor importância para a web, têm uma visão arcaica e distante da realidade.
<p>Mas acredito que isso só vá mudar com a troca de gerações. Essa de agora é conectada, conhece os benefícios e facilidades da internet e estará no comando das empresas nos próximos anos. Por enquanto, todo mundo está perdido na web, não sabe direito para onde vai e de que forma caminhar nela, tudo é muito incerto e os padrões se alteram a cada momento. Quer um exemplo? Sempre ficou definido que o padrão de texto na internet deveria ser curto, direto, objetivo. Especialmente em blogs. O Alexandre Inagaki, blogueiro do Pensar Enlouquece escreve textos enormes e tem uma audiência, bem como um número de comentários para cada post enormes.
<p><i></i>
<p><b>PF: </b><b>Se você fosse assessor, e dada sua experiência como editor da b2b, quais argumentos principais utilizaria para convencer os executivos de hoje?</b>
<p><b></b>
<p><strong>Eduardo:</strong> Cara, acho que pela dor é o melhor caminho já que pelo amor não vai. Mostrando cases de incompetência, de gestão de crise e de impacto direto nos negócios da companhia. É muito complicado porque é uma questão cultural &#8211; apesar de eu odiar jogar a culpa na cultura de mercado. Eles estão habituados e sabem que há uma supervalorização da web que, por aqui no Brasil, ainda não surtiu o efeito que deveria ou poderia.
<p>Por exemplo, um blog de tecnologia americano foi responsável por fazer a Apple perder milhões de dólares em poucas horas por conta de um boato falso publicado. Aqui isso vai levar anos, depende da concentração de renda, de educação na base e acesso às tecnologias. A maioria das assessorias vende a pauta exclusiva para Valor, Gazeta, Exame, porque sabe que o trabalho será melhor reconhecido pelo executivo que a contratou e não porque acha mais importante veículo A, B ou C.
<p><b>PF: </b><b>Uma última pergunta agora: Qual a sua opinião sobre posts patrocinados em blogs?</b>
<p><strong>Eduardo:</strong> Essa questão é bem polêmica e tem gerado discussões apavorantes no mundo dos blogs e da comunicação. No fundo e analisando de maneira fria, é quase a mesma relação que o marketing tem com a mídia tradicional. Vez ou outra você vai achar matérias bastante positivas sobre o mercado de construção nos grandes veículos &#8211; porque são esses anunciantes que andam segurando a onda e dando grana para jornais.
<p>A monetização é uma das questões mais debatidas no que se convencionou chamar de blogosfera &#8211; e não gosto desse termo. Mas poucos ganham muito pouco ainda com blogs. Não consigo ver muito dinheiro nesse mercado neste momento e essa pode ser uma escapatória para quem quer grana a partir de blog. Eu, neste momento, não faria no meu blog se alguma agência viesse me pedir para colocar isso ou aquilo.
<p>Enfim, não gosto da idéia mas não vou detonar quem praticar. É o mesmo conceito de matéria comprada em revistas e jornais. Já vi matéria comprada em revista de circulação nacional e, perdoem-me os jornalistas colegas, todo mundo faz o que patrão quer atualmente. O mercado não está fácil pra ninguém e o jornalista vai acatar a ordem porque precisa sobreviver. A visão de jornalismo romântico acabou, ou faz ou está na rua. Muitos deles sequer sabem que estão sendo manipulados para escreverem matérias a favor ou contra alguém atendendo interesses maiores e usam o discurso de que são éticos, não se vendem. Pobres coitados.
<p><b>PF: </b><b>Bom, Eduardo, é isso. Acabaram as perguntas. Obrigado por essa aula de assessoria!</b>
<p><strong>Eduardo:</strong> Isso aí daria papo para mais de duas horas. mas aí perde o foco, e a entrevista ficaria longa demais. </p>
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