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	<title>Peixe Fresco - Mídias Sociais &#187; crise</title>
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	<description>Debatendo para tentar explicar e descobrir o que é a tal das mídias sociais</description>
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		<title>Qual o verdadeiro impacto de uma crise na web?</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 15:38:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo van Kampen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Imagem empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[web]]></category>

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		<description><![CDATA[ Estava conversando com um de meus professores sobre o meu trabalho de conclusão de curso, que é na área de assessoria de imprensa e internet, e ele me propôs a seguinte reflexão: tentar perceber qual é o verdadeiro impacto de uma crise na web no Brasil hoje. Essa questão aparentemente simples esconde algumas armadilhas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sxc.hu/photo/268484"><img title="Down Hill, por Andy Molina (sxc.hu)" style="margin: 0px 10px 10px 0px" height="200" alt="Down Hill, por Andy Molina (sxc.hu)" src="http://peixefresco.net/wp-content/uploads/2008/00/Qualoverdadeiroimpactodeumacrisenaweb_EB81/crise.jpg" width="300" align="left" border="0" /></a> Estava conversando com um de meus professores sobre o meu trabalho de conclusão de curso, que é na área de assessoria de imprensa e internet, e ele me propôs a seguinte reflexão: <strong>tentar perceber qual é o verdadeiro impacto de uma crise na web no Brasil hoje</strong>. Essa questão aparentemente simples esconde algumas armadilhas. </p>
<p><strong>Uma delas é a umbigosfera.</strong> Nós, blogueiros hiperconectados que passamos o dia todo na internet, tendemos a hipervalorizar este meio, dando-lhe um alcance “virtual” que nem sempre corresponde ao alcance real. Segundo uma pesquisa divulgada pelo <a href="http://www.ibope.com.br/calandraWeb/servlet/CalandraRedirect?temp=5&amp;proj=PortalIBOPE&amp;pub=T&amp;db=caldb&amp;comp=IBOPE//NetRatings&amp;docid=DD1E91B6C3798FFC8325745700708920">Ibope/NetRatings</a>, 40 milhões de pessoas no Brasil têm acesso à internet. Não é pouco. Mas também é complicado usar número absolutos de usuários da internet como alcance de algo na internet.</p>
<p><span id="more-45"></span></p>
<p>A dificuldade em medir o impacto de uma crise também <strong>está ligada à dificuldade ao medir o ROI</strong> (retorno de investimento), o que já é possível com a convergência de algumas tecnologias de pesquisa. O problema é que <strong>é muito mais simples medir quantas pessoas clicaram em um determinado link do que quantas pessoas deixaram de clicar devido a uma crise. </strong>E se considerarmos que a internet não está desvinculada ao resto da mídia, sempre existe o risco de uma crise começar na internet e se espalhar para os outros meios impressos, dependendo da proporção e do conteúdo da reclamação. </p>
<p>Infelizmente, não tenho números e nem um case real no qual uma crise em blogs ou em redes sociais se reverteu em prejuízo financeiro para determinada empresa. Sim, é claro que em certas crises a companhia ficou manchada para várias pessoas, mas no quanto isso se reverteu no financeiro da empresa são números complicados de se obter, principalmente ‘de fora’. </p>
<p>O que eu posso fazer aqui é na verdade uma reflexão. Para uma crise na internet se reverter em prejuízo, há inúmeros outros fatores envolvidos, <strong>como se o seu público está na internet</strong>. Por exemplo, qual a parcela do público das Casas Bahia que acessa com frequência blogs e conteúdo digital? Pode ser que eu esteja enganado, mas não acho que o impacto seria muito grande. </p>
<p>Já o caso das compras pela internet é mais delicado. Antes de comprar em sites desconhecidos, muitos procuram mais informações antes de gastar o dinheiro. <strong>Isso vale também para produtos, principalmente os mais novos no mercado.</strong> </p>
<p>O problema são sempre as (várias) excessões. Por exemplo, há uma marca de auto-falantes automotivos que é odiada por todos os fóruns e sites especializados no assunto devido à baixa qualidade do material, mas que é a mais vendida aqui na região de Bauru (e provavelmente de São Paulo), o que constatei quando fui pesquisar para comprar o som do meu carro. Uma divergência bastante curiosa.</p>
<p>Outro caso curioso é o de sites como Submarino, pois volta e meia me deparo com alguma reclamação, como a do rapaz que <a href="http://bjornn.wordpress.com/2007/08/11/pedra-station-a-saga-pelo-playstation-3-continua/">recebeu um tijolo ao invés de um Playstation 3</a>, caso tão divulgado que recebeu 248 comentários. O Submarino é o 6º mais reclamado no site <a href="http://www.reclameaqui.com.br/ranking/">Reclame Aqui</a>. Mas é também a 5ª empresa que mais responde às declarações, o que mostra a sua atenção com os consumidores, o que atenua um bocato as críticas.&#160; A tempo, a história do tijolo acima foi resolvido em duas semanas, com todo o dinheiro retornado à conta do comprador, que transforma um <strong>case de crise em uma demonstração de cuidado com o </strong><a href="http://bjornn.wordpress.com/2007/08/27/pedrastation-a-historia-chega-ao-fim/"><strong>consumidor</strong></a>: </p>
<blockquote><p>Muitas das pessoas se valiam do argumento que o Submarino é uma empresa grande e nunca faria isso. Eu também acho que o Submarino, como instiuição não faria isso. Mas toda empresa possui funcionários, pessoas, que por algum motivo qualquer podem querer prejudicar a empresa ou, no mínino, favorecer a si próprio. Acho que foi isso que aconteceu. <strong>O mais engraçado é que o Submarino, o principal interessado, não duvidou de mim por nenhum segundo.</strong></p>
</blockquote>
</p>
</p>
</p>
</p>
</p>
</p>
<p>Por fim, eu sei que não trago a resposta para a pergunta que eu propus no título deste artigo. Mas <strong>repasso a reflexão me proposta</strong>, para sairmos do nosso mundinho hiperconectado, e tentar pensar, friamente, se uma crise na web tem tanto impacto quanto nós acreditamos. Eu ainda acho que isso pode ser devastador para a imagem de uma empresa. <strong>Mas talvez uma boa parte delas talvez sobreviva sem mais do que arranhões.</strong> </p>
<p><strong>E você, tem algum dado sobre o assunto? E então, o quê você acha?</strong></p>
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		<title>Um blog que pode minar a Best Buy</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 01:36:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo van Kampen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[best buy]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Raelyn Campbell]]></category>

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		<description><![CDATA[ Raelyn Campbell, uma norte-americana de Washington, está processando a Best Buy, gigante americana especializada na venda de eletrônicos, pela perda de seu notebook que estava em posse de seu serviço técnico, a Geek Squad. O valor da pendenga? 54 mihões de dólares. 
Em seu blog criado exclusivamente para comentar o assunto, ela explica os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Yellow Plastic Best Buy - de realbelgianwaffles" href="http://www.flickr.com/photos/realbelgianwaffles/87805803/"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 0px 10px 10px 0px; border-right-width: 0px" height="200" alt="Yellow Plastic Best Buy - de realbelgianwaffles" src="http://peixefresco.net/wp-content/uploads/2008/00/UmblogquepodeminaraBestBuy_13512/bestbuy_abandoned2.jpg" width="300" align="left" border="0"></a> Raelyn Campbell, uma norte-americana de Washington, está processando a <a href="http://www.bestbuy.com/">Best Buy</a>, gigante americana especializada na venda de eletrônicos, pela perda de seu notebook que estava em posse de seu serviço técnico, a <a href="http://www.geeksquad.com/">Geek Squad</a>. O valor da pendenga? <strong>54 mihões de dólares.</strong> </p>
<p>Em seu<strong> </strong><a href="http://bestbuybadbuyboycott.blogspot.com/"><strong>blog</strong></a><strong> criado exclusivamente para comentar o assunto</strong>, ela explica os motivos da ação: </p>
<p>1- Permitiu que o notebook fosse roubado da loja em primeiro lugar</p>
<p>2- Inventou registros para tentar cobrir o roubo</p>
<p>3- Mentiu por semanas sobre o andamento do &#8216;reparo&#8217; do computador roubado</p>
<p>4- Respondeu a diversos pedidos de uma investigação sobre o roubo e de uma compensação com indiferença e insultos</p>
<p>5- Demonstrou enorme descaso com as obrigações legais da companhia de notificá-la imediatamente do roubo, dado que informações pessoais e de clientes estariam sendo expostas ao ladrão do computador.</p>
<p>A própria Raelyn admite em seu blog que o valor da ação é exagerada, mas ela conseguiu seu objetivo maior: chamar a atenção da mídia. Uma pesquisa rápida no <a href="http://news.google.com/news?ned=us&amp;hl=en&amp;ned=us&amp;q=Raelyn+Campbell&amp;btnG=Search+News">Google News</a> americano (que só traz resultado de veículos de notícias) indica 70 páginas com o caso, e seu blog contabiliza quase 400 comentários no momento em que escrevo este artigo. </p>
<p><span id="more-19"></span></p>
<p>A Best Buy é um bom exemplo de uma companhia que viu seu crescimento explodir e que parece ter se esquecido dos principais envolvidos nesse crescimento: os consumidores. O primeiro erro: demorar para admitir a perda, ainda mais em tempos quais tanto se fala em roubos de informações em notebooks (<a href="http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2008/02/14/petrobras-perde-dados-sigilosos-em-roubo-de-computadores/">A Petrobrás que o diga!</a>). Segundo erro: oferecer inicialmente uma recompensa de 1000 dólares, pouco menos que o valor do notebook em questão. Terceiro erro: não tratar com o devido cuidado um consumidor lesado. </p>
<p>Quarto e maior erro: <strong>ignorar o potencial explosivo de um consumidor descontente </strong>nos dias de hoje. Ter uma mesma notícia veículada em 70 jornais é o sonho de muitas assessorias de imprensa (e o pesadelo da assessoria da Best Buy, agora com essa crise nas mãos para gerenciar). Raelyn fez o seu dever de casa, ela sabia que um valor exorbitante na ação chamaria a atenção da mídia, e mais importante: a atenção dos outros consumidores. </p>
<p>Verdade seja dita, a despeito do título deste post, não acredito que toda essa situação vá fazer uma diferença real no lucro da empresa, que tem algo em torno de uma loja para cada 5 cidades nos EUA. Dos 400 consumidores que comentaram o assunto, grande parte critica a ação de Campbell, dizendo que ela deveria ter ficado com seus US$ 5000 (última proposta), que era mais do que o merecido. Mas a ação chama a atenção para um fato que tem se tornado cada vez menos isolado: <strong>consumidores explorando a internet como meio de defesa dos seus direitos</strong>. Algo muito bem ilustrado nesta imagem: </p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="401" alt="bestbuy_mamae_terrivel" src="http://peixefresco.net/wp-content/uploads/2008/00/UmblogquepodeminaraBestBuy_13512/bestbuy_mamae_terrivel.jpg" width="550" border="0"> </p>
<h6 style="text-align: center; text-size: 70%">(Imagem <a href="http://www.slideshare.net/herbsawyer/social-media-evolution-to-execution">desta apresentação</a> que encontrei no blog do <a href="http://msoma.wordpress.com/2008/01/06/social-media-evolution-to-execution/">Mário Soma</a>)</h6>
<p>Acredito que em um futuro próximo muitos outros consumidores deverão assumir posturas semelhantes a de Raelyn, dando muito mais trabalho para os setores de comunicação das empresas. Ou seja, um motivo a mais para você conhecer o mundo dos blogs e da mídia social de perto, pois hora ou outra você, que trabalha com comunicação, pode se encontrar tendo que <strong>administrar uma crise que começou ou tomou tentáculos na internet</strong>, e todos sabemos que a mídia social não se controla!</p>
<p>A tempo: não é a primeira vez que a Geek Squad é alvo de uma campanha deste tipo. Em julho do ano passado, o site <a href="http://consumerist.com/">Consumerist</a>, de defesa do consumidor, <a href="http://consumerist.com/consumer/investigations/video-consumerist-catches-geek-squad-stealing-porn-from-customers-computer-271963.php">gravou (por captura de tela) um funcionário da Geek Squad roubando fotos</a> pornográficas de um computador levado para reparos. A diferença na época é que muitos que trabalhavam em assistências técnicas confirmaram que o procedimento é comum em vários lugares, assim a ação não se refletiu exclusivamente contra a empresa. </p>
<p>Uma pena essa história toda, porque enquanto eu estava nos EUA, adorava as campanhas de marketing, <a href="http://youtube.com/results?search_query=geek+squad+ad&amp;search_type=">principalmente na TV</a>, do Geek Squad, que tem uma identidade de marca tão interessante. </p>
<p><strong>Por fim, peço a participação dos leitores: Raelyn Campbell está certa em manter um blog para chamar a atenção da mídia para os seus problemas?</strong></p>
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