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	<title>Peixe Fresco &#187; ciranda de textos</title>
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	<description>Marketing por um mundo melhor</description>
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		<title>Jornalismo interativo: links n&#227;o bastam</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 05:30:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo van Kampen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[ciranda de textos]]></category>
		<category><![CDATA[interatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Este texto é uma das várias reflexões possíveis sobre Jornalismo e Interatividade, que está participando da 3ª Ciranda de Textos, edição esta hospedada no Mil Idéias e Ideais de Todos. Quando se iniciaram as discussões a respeito da TV digital, interatividade era a palavra de ordem. Enquanto na maioria das pessoas uma fabulosa imagem de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img src="http://peixefresco.net/wp-content/uploads/2008/00/c661f573eca1_157C/ciranda.jpg" style="border: 0px none ; margin: 0px 0px 0px 10px" alt="ciranda" align="right" border="0" height="77" width="100" /> <a href="http://www.sxc.hu/photo/752503"><img src="http://peixefresco.net/wp-content/uploads/2008/00/c661f573eca1_157C/placas.jpg" style="border: 0px none ; margin: 0px 10px 10px 0px" alt="Traffic Sign 18, por Lars Sundström (sxc.hu)" align="left" border="0" height="201" width="300" /></a> Este texto é uma das várias reflexões possíveis sobre Jornalismo e Interatividade, que está participando da </em><a href="http://ideiasdetodos.blogspot.com/2008/03/3-ciranda-de-textos-ser-dia-28-de-maro.html"><em>3ª Ciranda de Textos</em></a><em>, edição esta hospedada no </em><a href="http://ideiasdetodos.blogspot.com/"><em>Mil Idéias e Ideais de Todos</em></a><em>.</em></p>
<p>Quando se iniciaram as discussões a respeito da TV digital,<strong> interatividade era a palavra de ordem</strong>. Enquanto na maioria das pessoas uma fabulosa imagem de &#8220;você decide&#8221; pelo controle remoto se formava, eu lia a respeito das maravilhas da nova tecnologia: o consumidor poderia comprar elementos do cenário da programação sem se levantar da poltrona.</p>
<p>No entanto,<strong> interatividade não se restringe em fornecer ao nosso telespectador a opção do sim ou não</strong>. Mas permitir o talvez, o provavelmente, e todas as outras hipóteses, ou seja, expandir o conceito retirado de um programa criado em 1992 e trazê-lo para os contemporâneos tempos do 2.0.</p>
<p><span id="more-32"></span></p>
<p>Um bom exemplo do &#8220;enxergar além&#8221; retratado aqui é um modelo de <a href="http://msoma.wordpress.com/2008/03/06/social-medis-news-release-esse-e-o-futuro/">release para a mídia social</a>, que não só apresenta o conteúdo ao jornalista, mas também <strong>oferece a ele todos os subsídios para abordar diversos enfoques na matéria</strong>, como por exemplo links dinâmicos, utilizando as ferramentas da web 2.0 para apresentar tudo o que já foi publicado sobre o assunto. Também abrange como ela está sendo discutido nos blogs, fóruns e comunidades virtuais, ou seja, permite que um determinado assunto ganhe asas, braços e pernas, permitindo assim que o jornalista produza conteúdo interativo.</p>
<p>Que por sua vez significa passar o mesmo conceito do release citado para a matéria, para que o leitor também entre em contato com uma variada gama de enfoques sobre determinado assunto, ou seja, ao ler a matéria,<strong> cabe ao leitor escolher quais nuances lhe interessam e lhe são mais úteis.</strong></p>
<p>Para o jornalismo interativo, <strong>o </strong><a href="http://publishing2.com/2008/03/11/digital-transition-from-redundant-news-coverage-to-original-link-journalism/"><strong>jornalismo de links</strong></a><strong> não basta</strong>. É preciso ampliar ao máximo possível o leque de possibilidades. Por exemplo, ao ler um determinado fato, se o leitor deseja saber como aquilo se aplica à economia local ou ao seu bolso, ele terá meios. Também obrigatoriamente deve ser capaz de tecer comentários, corrigir eventuais erros e ampliar a discussão apresentada.</p>
<p>Por fim, a interatividade do leitor com o texto só estará completo<strong> se ele puder passar também a ser autor</strong>, produzindo uma nova abordagem, infográficos para o texto, estendendo determinada ponta do assunto ou então reproduzindo aquele conteúdo.</p>
<p>Em um mundo ideal, uma matéria interativa seria construída por diversas abordagens completas sobre um mesmo assunto, arranjadas de alguma forma que o leitor tivesse contato com o núcleo central e a partir dele direcionasse a sua leitura para a desejada, <strong>co-produzindo o texto.</strong> Uma matéria assim só seria satisfatória com muitas pessoas trabalhando sobre a mesma pauta, cada uma com a sua visão diferente.</p>
<p>O que é impossível em qualquer empresa jornalística torna-se relativamente simples na web colaborativa, ao passo que as muitas pessoas produzindo conteúdo sobre a mesma pauta não precisam estar agregadas sob a bandeira da empresa. Nesse contexto surge então bastante forte a figura do mediador, defendida pela jornalista especializada em conteúdo colaborativo <a href="http://anabrambilla.com/blog/">Ana Brambilla</a>.</p>
<p><strong>O papel do mediador, um jornalista, seria o de filtrar o bom conteúdo dessa malha de colaboradores,</strong> além de apurar a veracidade dos fatos e produzir a matéria inicial a qual o leitor terá contato, ou seja, criar um bom ponto de partida para que o leitor não fique sem os principais conceitos e implicações do que está lendo antes de escolher o seu enfoque.</p>
<p>Ou seja, uma diferença entre o jornalismo interativo e o jornalismo colaborativo do &#8216;cidadão repórter&#8217;, seria que a criação da reportagem interativa seria construída pelo jornalista, com diversos encaminhamentos dados pelos colaboradores. Como as possibilidades de uma pauta são infinitas, uma boa matéria interativa iria crescendo cada vez mais com o passar do tempo.</p>
<p>Ainda neste contexto, o papel das assessorias de imprensa nesta visão de jornalismo interativo é a de fornecer a &#8216;versão oficial&#8217; dos fatos pela empresa, além de fornecer subsídios ao jornalista que produzirá a matéria. Ela volta então a ser mais uma fonte, e não a maior produtora da notícia.</p>
<p><strong>Ou seja, trabalhar a interatividade no jornalismo é ser capaz de propiciar ao público uma visão de todo de determinado assunto, mas não bastar-se a isso, permitindo que a partir de uma mesma pauta, cada leitor possa escolher o encaminhamento que mais lhe interessa, participando da sua composição.</strong></p>
<p><em>Apesar de eu geralmente ser bastante pragmático, a reflexão que apresento aqui é ideal,  tenho minhas dúvidas que pode ser aplicada ou funcionar na prática. Mas é um exercício válido para refletirmos qual a distância do nosso trabalho real para aquele que imaginamos ser o ideal. </em></p>
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