Além das Redes de Comunicação – Sérgio Amadeu
Amadeu abriu a palestra com mote “Hackers resolvem problemas e constroem coisas”, marcando assim o mesmo espírito de colaboração existente tanto no software livre quanto na internet colaborativa.
Ele faz o tipo “hacker otimista”, para quem a indústria resolveu não apostar no compartilhamento, mas na criminalização da colaboração, por meio de tecnologias (DRM), legislação ou apelo para a consciência:
A colaboração na rede não diminui, mas aumentou. As práticas recombinantes são intrínsecas da criação na rede. Software é imaterial, como uma música e um texto, e a única forma de controle sobre bens imateriais é a negaçao do acesso. Então o espírito hacker é o do “Eu não peço autorização de ninguém”.
O argumento final é que a criatividade é livre na internet. O conceito Hacker permite que as coisas funcionem na internet, ou seja, em um sistema sempre contra, só o princípio de Hobin Hood, de fazer o bem mesmo como criminoso, é que permite que a revolução aconteça.
Válido, mas extremista demais. Primeiro, que a produção colaborativa não é garantia de qualidade. Muito software livre é inutilizável, e muitas das grandes obras da humanidade foram feitas por uma única pessoa (e muitas vezes bastante capital). Extremos são sempre perigosos, sempre houve e continuará havendo uma convivência (e disputa) entre as formas de produção. Esse argumento é mais bem explorado por Marcelo Coutinho na palestra seguinte.
Por Rodrigo van Kampen
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