[InterCon09] A publicidade e o marketing nas redes sociais

Postado em Eventos em 13/11/2009 com as tags , , , .

Intercon_LentA info-obesidade e os atuais desafios da publicidadeMichel Lent

A partir desse ponto, as abordagem se tornaram menos teóricas e mais práticas:

Quando é muito fácil para todo mundo se locomover de carro, temos engarrafamentos. Quando é muito fácil para todo mundo publicar na web, temos sobrecarga. A era da info-obesidade se trata de um exagero de formatos, aliada à simplicidade de publicação. Sobrecarga de Informação é a falha do filtro, que antes era econômico, político ou social.

Se temos abundância de conteúdo e escassez de tempo, a descoberta do pré-sal da publicidade é a descoberta do tempo de espera do metrô, ônibus, e assim por diante. O valor não está mais na simples oferta de informação. O valor está em oferecer aquilo que justifique um pedaço do nosso tempo.

Essa é uma questão controversa. Ao mesmo tempo que é bom termos entretenimento em nossos momentos de tédio, como filas de espera ou viagens, até que ponto podemos aguentar publicitários socando anúncios na nossa cara, até mesmo no banheiro? Lent cita o bom caso da Nike + Ipod, em que oferecem um serviço de grande valor, enquanto as marcas continuam ali, apenas existindo.

A saída é por aí. Se quer anunciar, construa algo que realmente faça bom uso do meu tempo.

(A foto do Michel Lent é de luis.leao)

 

A Nova Era da ComunicaçãoSuzana Apelbaum

Suzana abriu sua palestra levantando a bola de que hoje nem sempre os grandes prêmios na área de publicidade vão para as agências especializadas no assunto, usando este argumento para falar de “transmídia”.

Quando você cria uma campanha, ela começa no plano proprietário e se torna transviada, travestida de outras coisas, ou até mesmo orgânica. E quando cai na rede e é remixada, com permissão ou não. A propaganda evoluiu.

Mas nem tudo são flores. Há efeitos colaterais, como deslumbramento, paranóia e uber repercussão. O deslumbramento é perigoso, nem sempre existe tal retorno para os clientes. Paranóia em medir resultados também é um tiro no pé, até que ponto os números refletem realmente o sucesso da campanha? Uma repercussão muito maior do que a planejada também aumenta os riscos. Ou pior, imagine se nem foi planejada, como o caso da Uniban.

Na era do “we media”, ninguém pode mais delimitar espaços muito definidos para qualquer campanha.

Por Rodrigo van Kampen

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