O que faz um assessor de imprensa nas mídias sociais?

Postado em Artigo em 23/07/2009 com as tags , , , .

Apesar do termo “vender” uma pauta, comum em assessoria, sempre foi muito fácil separar o que fazia uma assessoria de imprensa, qual o papel da agência de publicidade, e qual bucha sobrava para o marketing.

Com o aparecimento de um novo animal no ecossistema, as agências de mídias sociais ou agências digitais, a briga por comida ficou ainda mais acirrada. E as mídias sociais viraram uma verdadeira corrida do ouro. A mina é de quem chegar primeiro.

É aí que eu paro e penso na pergunta do título.

Tradicionalmente, o assessor de imprensa era o responsável por fazer a ponte entre a empresa e os jornais. Antigamente o o press-release, múmia viva até hoje, era a principal e quase única fonte oficial de informações. A mensagem para o público em geral ficava a cargo da publicidade e do marketing.

Até que duas coisas importantes aconteceram:

1: Não é mais tão fácil separar quem é mídia e quem é público. Todo mundo hoje é mídia.

2: As fontes de informação são inúmeras. Um produtor de informação pode pegar seu conteúdo de releases, sites, mecanismos de buscas, blogs, fontes, e assim por diante.

Ótimo! Assessores de Imprensa não são mais necessários! Podemos queimá-los todos em uma fogueira com os livros e sutiãs!

Complicado. Em primeiro lugar, terminologia. Assessor de comunicação talvez fosse mais adequado, ou simplificar para relações públicas, ou até mesmo executivo de comunicação social, por que não? “Especialista em mídias sociais”, como tem aparecido por aí, soa um tanto pedante. E nem é cargo.

Um “executivo de comunicação social” seria o responsável pela comunicação da empresa em diversas mídias, tradicionais ou não,  por administrar e gerenciar diversos canais de comunicação, tendo como subordinados funcionários específicos para cada canal, dependendo do tamanho da empresa.

E por que eu contrataria uma assessoria para fazer isso?

Tenho um estagiário aqui que manja tudo de orkut…

  • Porque esses profissionais sabem as formas certas de lidar com a mídia tradicional;
  • Têm experiências (boas e ruins) no trato com o público nas mídias sociais, e podem prever melhor as reações;
  • Estão acostumados a pensar no que o público-alvo se interessaria, de que forma escrever, gravar, editar;
  • Têm uma rede de contatos para ajudar um projeto nos difíceis primeiros passos;
  • Conhecem bem as crises passadas nas mídias tradicionais e novas, e têm uns truques na manga para evitá-las, ou ao menos lidar com elas caso aconteçam.

Falando no assunto

A empresa onde trabalho abriu recentemente o ComRemix, um blog para discutir algumas coisas que eu trato aqui. Fica o convite para quem quiser dar uma passada lá e responder à primeira pergunta: “Blog corporativo é PR 2.0?

(Foto: Bob.Fornal no Flickr)

Por Rodrigo van Kampen

4 comentários

Ana Castro disse:

Olá! Adorei o artigo. Excelente visão.

Naiana disse:

Olá,gostei muito das suas explicaçoes sobre assessoria de imprensa,estou no primeiro ano da faculdade de jornalismo e ainda nao decidi em que área quero atuar.Sou atleta profissional de volei de praia,também tenho um blog,mas discuto apenas volei nele,mas nao deixa de ser um começo.
Abraço,
Naiana

Paulo Tunin disse:

De fato, as assessorias de imprensa precisaram se reinventar para sobreviver nesse novo mundo. Aliás, o termo assessoria de imprensa realmente, como você colocou, ficou para trás e é preciso colocar no CV que o cara agora é assessor de comunicação. Concordo também que uma pessoa quando se apresenta como especialista em mídias socias é muito pedante. Qual sua experiência? Ah, eu tenho uma conta no Orkut, outra no FB, Twitter etc. Oras, isso milhões de pessoas possuem. Então temos mais de 100, 200, 300, 900 milhões de especialistas em mídias sociais no mundo? Profissão concorrida, não é?
Atualmente, uma empresa, para “vender” sua pauta e ter um retorno positivo, precisa trabalhar muito forte nos portais (UOL, Globo.com, Terra, IG, R7 etc). Esses são o que antes eram Folha, Estado, Veja, O Globo e por aí vai. Por meio desses portais, a notícia replica nas tais mídias sociais em um simples clique (basta curtir) e pronto: sua notícia, se boa, cai na graça de milhares de pessoas. Se é negativa, se prepare: vem aí uma grande crise. E, para resolver, não basta entrar e adicionar perfis e sair respondendo cada um. Basta ser transparente, utilizar a sua página na Internet (por isso o investimento nisso vale a pena), mostrar um posicionamento ético e pronto! Crise abafada!
Enfim, achei o tema muito legal e parabéns, Rodrigo, pelo posicionamento. Creio que as agências de comunicação não precisam reiventar a roda, mas serem espertos para terem seus espaços dentro das corporações e focar num outro tipo de mídia. Não precisa ser amigo de ninguém na rede. Nem do Marco Luque e nem do Rafinhha Bastos!!!
Abs.

Duglas disse:

Super show, me ajudou muito muito!!

como sempre…

(trabalho para faculdade)

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