Dos muitos assuntos da minha listinha de coisas que eu tenho para escrever neste blog, há um que tem participado ativamente do meu dia a dia: o tal do PR 2.0, ou Assessoria 2.0, Assessoria para a web, ou algum outro palavrão relacionado. Então resolvi escrever um pequeno texto com alguns pensamentos comentados sobre o assunto. Algo bem preliminar, já que daqui até o fundo é um mergulho intenso.
Vamos trabalhar com PR 2.0, o que significa que todo mundo vai escrever SMPR para o nosso SMNR. (?)
Ninguém é obrigado a saber palavrão. Ainda que termos sejam importantes para o marketing, não machuca ninguém simplificar. Ex: “Vamos trabalhar com uma nova forma de se fazer assessoria de comunicação. Para isso, usaremos releases em um formato mais dinâmico , que será publicado em nossa página”. Não há nada errado em chamar “tag” de “palavra-chave” e “headline” de “manchete” ou “título”.
Um release para a web deve ser um texto de marketing simplificado. (?)
Eu não sei quem foi o primeiro a chamar o leitor de burro, mas muita gente pensa que um texto de internet deve ser simplificado ao máximo. Besteira! Há sim o conceito importante de público-alvo, a partir do qual você pensa no texto. Se o texto é para jornalistas e comunicadores, o título do texto deve chamar a atenção deles. E, principalmente, ser um texto inteligente.
Um texto para a web deve ser multimídia. (?)
Não necessariamente. A grande vantagem da web é a veiculação de multimídia a custo zero. Então seria o mesmo que usar máquinas coloridas para fazer uma revista em preto e branco. Novamente, o público é rei. Em uma newsletter com dicas de códigos para programadores, talvez um vídeo não chame a menor atenção. Ao mesmo tempo, se o conteúdo é voltado a designers, é suicídio não trabalhar o visual. Já no mundo corporativo, existe um outro fator que chega até a ser esquecido: multimídia tem um preço. Se for para encher o texto de “firula”, sem algo que realmente acrescente ou contextualize o público, o multimídia sai inutilmente mais caro do que publicar apenas o texto.
Um release para a web deve ter comentários, perfis de Linked-in, flickr, twitter, e todos os canais sociais. (?)
Existe algo pior do que não inserir canais sociais no seu texto para a web: criá-los e abandoná-los. Não basta criar perfis em todas as redes para deixar o seu release mais bonitinho e nunca mais abrir, ou “perder a senha”.
Communities require gardening, tending and investment of more than just your marketing budget. They take time to show your customers. Por Alex Hillman
A partir do momento que os canais sociais fazem parte do dia a dia da comunicação da empresa, inserí-los no release se torna natural.
O PR 2.0 não é mais um caso de “Shiny Object Syndrome“?
Não. Porque não se trata de ferramentas, do último “release creator 2.0“, tampouco de uma rede social que vai revolucionar a comunicação empresarial. Mas sim uma mudança de contexto, de metodologia. Se isso for apenas mais um objeto brilhante da web 2.0, não vai dar certo.
Outras coisinhas
Na semana que vem estarei no Campus Party, todos os dias, o dia inteiro, e gostaria de encontrar gente do meio e leitores desse blog. Se você vai estar por lá, me dê um toque aqui nos comentários ou pelo e-mail contato arroba peixefresco.net. Ou então procure o meu rosto lá pelo estande da Polvora!.
A tempo: minha ausência aqui se justifica por eu ter investido o meu tempo no novo visual da revista colaborativa de histórias Balaio Branco. Recomendo muito a visita!
Por Rodrigo van Kampen
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oi, estarei na cp na semana que vem, espero encontrá-lo no estande… apesar de não saber como reconhecê-lo!
Nos (re)veremos no sábado ou domingo
Rodrigo, todo o esforço tá valendo, veja os primeiros resultados consistentes de retorno sobre o investimento
http://info.abril.com.br/corporate/colaboracao/amadeus-usa-web-20-para-conversar-com-agencias.shtml