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Facilpa 2008 - Alguns causos

Cotidiano

facilpatenis Trabalhei na assessoria de imprensa da Feira Agropecuária Comercial e Indústrial de Lençóis Paulista. Foram 12 dias de festa (que eram para ser 11), com touro, rodeio, peão de boidadeiro, pônei, artista famoso, e fã descontrolada. Bastante cansativo, é verdade, mas foi divertido. Há algumas diferenças fundamentais em fazer assessoria de evento em relação a empresas.

Uma delas é o valor-notícia do que você divulga. Como a feira movimenta toda a região, teve um público aproximado de 130 mil pessoas, as informações que nós enviávamos aos jornalistas eram relevantes para o público. É muito mais gostoso trabalhar assim do que torrar neurônio tentando fazer com que o lançamento de um novo tipo de peixe seja relevante.

Outra coisa que gostei bastante foi de estar em contato direto com os jornalistas. Havia alguns estandes de rádios que transmitiam direto do recinto, sem falar nas coletivas, onde aparecia todo mundo. O como jornalista é fofoqueiro comunicativo, deu para falar bastante. Mas a parte mais divertida era conversar com os seguranças da porta do camarim e ouvir as loucuras das fãs para tentar entrar. Uma pior que a outra.

Os artistas

Quase todos os artistas com quem conversei foram bastante atenciosos, atenderam com calma toda a imprensa. Nas coletivas organizadas no hotel, como eram poucos os veículos locais, os jornalistas tinham bastante tempo de exclusividade. Também quase não havia fãs berrando na porta (com exceção do NX Zero, cujas fãs, a maioria com em torno de 15 anos, estavam ameaçando pular o muro do hotel e dando trabalho para os seguranças).

“Os malas” foram uma dupla sertaneja que chegou em vãs separadas. (E ouvi até que voou em aviões separados, de tão brigados que estão.)

E outra dupla da própria cidade que deu cano na coletiva. (Conheci os dois, são gente boa. Eu acho que é coisa do empresário…)

Mas o que tinha de mocinha chorando quando eu saía do camarim com “moço, me põe pra dentro, eu preciso ver o [insira um dos artistas aqui], eu vim lá de Piraroinha de São Jesus do Agreste só pra ver eles, cê não tá entendendo, eu preciso mesmo, senão eu morro, moço!”

Os jornalistas

Em geral, fiz várias amizades por lá. É engraçado como as pessoas adoram falar mal de artistas, jornalistas, empresários e seguranças. Eu conversei com todas essas raças, e gostei de bastante gente! (Ou eu estou passando para o lado negro da força, em breve as pessoas começam a falar mal de mim.)

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Verônica, que estava trabalhando comigo, Fernanda, da Hot 107 e eu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Val e Nilton, da rádio difusora am (e jornal a tribuna).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Adiando o Show

15h30 de sexta-feira. Reunião da diretoria. “Rodeio não tem como fazer nessa lama… Então concluído, fazemos o show na segunda-feira“. 

Na verdade a discussão começou muito mais cedo, tanto que nove, dez horas da manhã já tinha jornalista ligando para saber se o show seria adiado. Também, quando o presidente da feira é tio da jornalista da rádio, esqueça a história do assessor “meio de campo“.

Enfim, assim que saiu a decisão de adiarmos o show devido à chuva, disparamos o release para toda a imprensa da região, e ligamos para os veículos mais importantes avisando, e para quase todas as rádios. Isso volta no valor-notícia que eu comentei acima, os jornalistas agradeceram pela informação, porque era algo importante que precisava ser avisado, eu não estava ligando para perguntar se ele havia recebido o e-mail sobre a frigideira em formato de peixe.

O tempo estava feio no momento da reuinão. Mais tarde, ficamos feliz que a chuva caiu bem pesada “justificando” a decisão.

Citando a concorrência

Teve radialista tentando colocar a locutora da concorrente no ar ao vivo. Eu mesmo entrei ao vivo duas vezes. Uma conscientemente. Outra apenas atendendo o telefone e passando algumas informações básicas da feira quando a pessoa da outra linha perguntava. Fui descobrir só quando alguém me falou que me ouviu no rádio!

E o reporter da record foi entrevistar o artista. Primeira pergunta:

Reporter da Record - Vocês estão lançando o dvd, o que ele traz de novidade?

Artistas - A gente está super feliz com esse lançamento, inclusive temos uma música que vai aparecer na novela do SBT, e é muito bom ter o trabalho reconhecido. Porque a produção do SBT entrou em contato com a gente, e (…)

Sorte que não era ao vivo…

Animal Inofensivo

Quando você fica muito tempo na sala da diretoria você ouve algumas coisas engraçadas no rádio.

- Portaria 1, na escuta?
- Portaria 1 na escuta, pode falar.
- Viu, tem um pônei aqui.
- Tá solto?
- Positivo.
- Não tem problema, é um animal inofensivo que não faz mal a ninguém…

Balanço Positivo

  • Clima amigável, pessoas simpáticas
  • Sem tumulto, mesmo as coletivas no camarim foram organizadas e tranquilas
  • Boa cobertura: rádios e impressos locais e da região, tv tem (globo), record, band, entre outros.
  • Elogios dos jornalistas ao trabalho da assessoria

Balanço negativo

  • Muita lama
  • Dificuldade no credenciamento dos jornalistas
  • Fomos impossibilitados pela direção do evento de credenciar qualquer site. Isso foi realmente muito ruim. (A única exceção foi a Daniele, do site Agito Jaú, por insistir a semana inteira por telefone, e depois aparecer no primeiro dia pedindo credencial. Ponto para ela.)

Rodrigo van Kampen @ maio 6, 2008

4 Comentários

  1. mario soma maio 10, 2008 @ 7:09 am

    EXCELENTE POST. SÓ QUEM TRABALHA NA ÁREA PARA SABER A FUNDO O QUANTO VC OBSERVOU MUITO ANTES DE ESCREVER SUAS PERCEPÇÕES SOBRE ESTA EXPERIÊNCIA. ABS.

  2. Bruno maio 10, 2008 @ 10:57 am

    Olá
    De fato, tenho essa mesma percepção em relação a assessoria e valor-notícia. Minha opinião é formada pelo outro lado, o do jornalista que vai ao evento. Sempre que vou cobrir eventos, as assessorias se mostram muito mais acessíveis e oferecem muito mais material do que quando as buscamos por algum motivo qualquer. de maneira geral, as assessoria fazem de tudo para que o evento seja agradável ao jornalista… acho que é essa a idéia…
    Abs

  3. Rodrigo van Kampen maio 10, 2008 @ 9:41 pm

    Mário,
    Observar faz parte do trabalho do jornalista. Aliás, observar deveria fazer parte do trabalho de todo mundo! Obrigado pelo comentário!

    Bruno,
    Quando eu estava trabalhando com assessoria de empresas, também fazia de tudo para que os jornalistas tivessem todas as informações. Acho que um das diferenças é que nos eventos os organizadores estão presentes e disponíveis para passar informações, em uma empresa nem sempre é possível localizar o presidente ou porta-voz com a velocidade necessária. Mas acredite, as boas assessorias farão de tudo para que qualquer coletiva seja agradável aos jornalistas! Grande abraço!

  4. Relevância: Uma auto-lição. | Peixe Fresco maio 16, 2008 @ 4:04 pm

    [...] último post que escrevi, sobre a minha participação na Facilpa, me ensinou algumas coisas que eu estava esquecendo aqui neste blog. Algumas lições para mim, que [...]

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