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Quem é você para o Google?

Artigo

Magnifiers, por cristian popescu (sxc.hu) Há uns meses eu li este artigo do Geoff Livingston que tratava sobre usar a internet como ferramenta de recrutamento. Acho que já virou unanimidade utilizar o Google para saber um pouco mais sobre os candidatos em um exame de seleção, principalmente quando a vaga se relaciona com web ou comunicação. Muitas empresas vão além e dão uma vasculhada no Orkut e no Facebook também. Existe um questionamento até que ponto isso é ético.

Não é de hoje que as referências são um bom empurrão (ou então uma muralha, se forem negativas) para arrumar ou mudar de emprego. E os empresários mais espertos sempre deram uma espiada no histórico do candidato, até mesmo ligando para os antigos empregadores. Portanto, uma pesquisa no Google acaba sendo uma atualização ferramental de uma prática antiga

Existem comunidades específicas para o mundo dos negócios, as mais famosas por aqui são o LinkedIn, e o Via6. São espaços onde você pode fazer contatos com pessoas ligadas à sua área, e discutir ou trocar idéias sobre o mundo corporativo. São muito utilizados como fonte de informação para recrutadores.

Já no caso do Orkut e do Facebook, a história é um pouco diferente. Por serem comunidades mais pessoais, de amigos, não têm esse propósito corporativo. Também é importante ressaltar que são (ao menos teoricamente) fechadas, ou seja, você precisa se cadastrar no site para ter acesso às informações. Recentemente o Orkut “fechou” os álbuns de fotos, tornando-os acessíveis somente aos amigos autorizados no site, o que aumenta a privacidade.

O problema está em se é ético vasculhar o a vida on-line do candidato, uma vez que lá estará exposta partes da vida pessoal, churrasco com amigos, festas, etc, e o profissional pode ter uma postura muito mais séria no trabalho.

O que eu acredito é que a internet é um espaço público. Só estão expostas as informações que o usuário resolveu compartilhar, portanto há quem ache por bem ocultar parte de sua vida. (Um ocultar que não tem um sentido negativo, mas sim o de proteger a própria privacidade.) Portanto, as informações que estão na internet, são informações que você não se sentiria constrangido em compartilhar com um recém conhecido, ou ao menos deveria ter.

Um argumento interessante é que por mais máscaras sociais que use, só existe um meio de transformar o seu nome em uma marca: sendo você mesmo. A internet é muito ampla, e as falsidades sempre aparecem.

Por fim, não vejo problemas em uma empresa checar o perfil de um candidato antes de uma contratação. Tanto que faço o possível para virar essa roda ao meu favor, assim como muitos. “Rodrigo van Kampen“, no Google, retorna os artigos deste site, alguns comentários que fiz por aí e outras coisas mais, informações que sei que podem pesar ao meu favor em algum momento.

Um último achismo: uma postura ética da empresa seria avisar aos candidatos que seu histórico será consultado na internet. Assim ao menos os mais desavisados podem retirar aquela foto reveladora, do churrasco do mês passado.

A tempo: Neste artigo do Independent têm algumas histórias de gente que se ferrou feio falando mal da empresa no orkut, blog, e por aí vai. O mundo é pequeno… E o mundo da social mídia sempre parece ainda menor.

Agora a pergunta que não quer calar: Você está satisfeito com o que o Google revela sobre você?

Rodrigo van Kampen @ junho 6, 2008

1 Comentário

  1. Como arrumar um emprego com um blog | Peixe Fresco julho 14, 2008 @ 12:14 pm

    [...] Mas um blog pode ser útil em áreas mais tradicionais também. Se houver o link para o blog em seu currículo, um bom RH provavelmente dará uma espiada para conhecê-lo melhor. E isso pode lhe colocar alguns importantes pontos a frente dos outros candidatos. Desnecessário dizer que o seu blog deve tratar de temas relacionados à área de trabalho! Por isso também fique em paz com o Google! [...]

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