Padre Social Media
(Esta história é de autoria do Chris Brogan, eu apenas traduzi aqui por achar relevante. É uma amostra das infinitas possibilidades das mídias sociais.)
Emilio acorda às seis e liga a cafeteira. Seu leitor de RSS tem vários feeds não lidos, além de uma assinatura de “Bíblia em um ano”, que envia atualizações diárias. Hoje nem é mais estranho ler a bíblia pelo leitor de RSS. É apenas um outro modo de ler a Palavra. Emílio está pensando em enviar atualizações para a comunidade, sobre problemas específicos de sua congregação.
Emílio mantém um blog pessoal com reflexões, além de um site para a Igreja. Recentemente ele adicionou uma seção usando o UStream.tv, passando sermões ao vivo. Não que todos os fiéis possuam banda larga, mas se isso oferece uma maneira alternativa de reunir a comunidade para ouvir o Senhor, mesmo para quem não consegue ir à igreja, vale a tentativa.
Outras igrejas têm colocado sermões e eventos no Youtube e no GodTube. Emílio encontra sempre novas idéias para usar em seus prórios, ou ao menos dicas e pontos de vista, somando assim à sabedoria de outros.
Alguns fiéis de sua comunidade online estão inovando, como discutindo o sermão pelo Twitter. Outros ainda estão divididos sobre levar a tecnologia à Igreja. Algumas delas têm até presença em mundos virtuais como Second Life. Há um equilíbrio entre as opiniões discordantes. Você ainda é parte da comunidade quando ela só existe virtualmente? Deus escuta as preces criadas em pixels? Emílio se inclina para o sim, mas sabe que outros não são tão compreensivos.
Ele conhece os desafios gigantes em se levar a religião para as mídias sociais. Ele leu o livro UNCHRISTIAN, de David Kinnamon, que fala sobre o que os outros pensam do cristianismo: antihomossexual, protecionista, político e hipócrita. Emílio sente que há um risco em se levar alguns assuntos ao mundo online, onde parte do contexto se perde.
Ele trocou de celular recentemente, agora pode receber e-mails das pessoas com dúvidas, além de receber mensagens de texto dos fiéis precisando de um conselho em um momento difícil. Ele também o usa para tirar fotos e compartilhar com a comunidade. Como visita muitos hospitais, ele aproveita para gravar mensagens dos doentes para suas famílias.
Isso não significa que Emílio abandonou suas atividades locais, ainda há muito trabalho face a face. Mas por meio da internet o padre atingiu uma comunidade bem maior que sua congregação. Ele tem amizades em todo o mundo, e entende os vôos mais altos que as pessoas têm alçado explorando blogs e outras mídias online.
Com tanto a fazer, Emílio está contente com os primeiros passos, e está ansioso para novos e respeitosos novos contatos.
(Esta história é fictícia. Alguém conhece um padre assim? Eu não, mas poderia imaginar alguém como Padre Beto, de Bauru, que tem um programa na rádio e uma comunidade no Orkut com quase mil membros.)
Rodrigo van Kampen @ setembro 4, 2008
Olá Rodrigo,
É.. Eu tinha lido essa história no site do Chris. Realmente é muito interessante o mundo que vivemos hoje em dia. Fico imaginando como era viver na década de 60. Apesar de ter inveja dos que viveram naquela época; acredito que, O HOJE, ainda é melhor.
Grande abraço
Olá, Monthiel.
Acho que hoje as pessoas continuam fazendo o que sempre fizeram: se comunicando. O que atualizou foram as formas que as pessoas fazem isso. Hoje nos comunicamos com mais gente e de maneira bem diversa.
Mas eu acho que também prefiro o Hoje. Não tinha videogame na década de 60, hehehe.
Abraços!